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A 11 de Dezembro de 1892,
surge a primeira referência desportiva no campo da Escola Agrícola. De
acordo com o jornal conimbricense “O Defensor do Povo”, o “Gymnásio
de Coimbra promove para o próximo domingo, 18 do corrente, uma corrida
de velocípedes, onde se poderão inscrever todos os velocípedes de
Coimbra». Dias depois, o "Correspondência de Coimbra" informa do quanto
estava “muito animado a corrida de velocípedes, promovida pelo Clube
Gymnásio na escola de agricultura de S. Martinho. Compareceram ao certam
mais de 100 velocípedes, assistiram muitas senhoras e distribuíram-se
muitos prémios”.
De acordo com o jornal “O
Conimbricence” de 8 de Maio de 1906, a “4 de Dezembro de 1883
fundou-se em Coimbra – casa do Mirante – por iniciativa do nosso
distinto patrício o Sr. Augusto da Costa Martins, uma sociedade de
gymnástica” e de acordo com o mesmo jornal a “inauguração oficial
do Gymnásio de Coimbra foi celebrada com um sarau em 29 de Novembro de
1884”.
Um artigo de memorização
elaborado pelo o Dr. Octaviano de Sá e publicado no jornal “Voz
Desportiva” de 21 de Novembro de 1945, aquando do falecimento do
professor de Educação Física – Augusto Martins, ao fim de 80 anos de
vida, um retracto da sua vida desportiva é lhe dedicado. É quando o
Gymnásio Coimbra se encontra instalado na Rua Velha [1890 – 1895] que a
dedicação do professor “pela cultura física lançou-o decididamente na
especialização da ginástica, considerando-se, desde tal prática, mestre
dos vários ramos do desporto. Porque, cabe dizer, Augusto Martins não
limitou a sua acção unicamente ao ensino das regras ginásticas com o uso
de tais aparelhos. Foi mais longe. Todo o aspecto da cultura física foi
observado pelo professor com verdadeiro carinho e procurado o seu
desenvolvimento. Assim é que vai para os campos, para o ar livre, e
ensaia as várias modalidades do desporto desde o futebol ao ténis, do
jogo do pau à esgrima, etc”.
No livro “Escola Agrícola de
Coimbra – Sua História – Parte I (1887 – 1937), podemos ler que a 20 de
Maio de 1919, toma posse como professor de ginástica na Escola de
Regentes Agrícolas, o Prof. António Augusto da Costa Martins.
A Base 23 da nova Reforma de
1911, foi fundamental para o surgimento de novos desportos na Escola de
Regentes Agrícolas. Nela se pode ler que “os alumnos são obrigados
aos trabalhos que devem constituir a sua preparação geral; entretanto
ser-lhes-há permitido, sem prejuízo do horário escolar e do seu
aproveitamento educativo, a frequência mais assídua a trabalhos da sua
predilecção e para que manifestem mais aptidões. O mesmo se observará
aos exercícios physicos. O quadro do pessoal docente é ampliado,
passando a ser constituído por: 1 director, 7 professores técnicos, 4
professores de ensino geral, 1 professor de higiene humana, 1 professor
de canto coral e música, 1 professor de ginástica e 1 professor de
equitação”

Na primeira década do século
XX, a Ginástica e a equitação eram as modalidades praticadas na Escola
de Regentes Agrícolas, no entanto o futebol era um divertimento que mais
interessava aos alunos.
Em Fevereiro de 1911, surge no
Jornal “A Luz”, a primeira referência desportiva ao campo de futebol da
Escola Agrícola, tendo o clube do Colégio Nacional – Sport Club Nacional
“treinado só, e com o primeiro team da Escola Nacional de
Agricultura, naquele estabelecimento e na Ínsua dos Bentos, com sorte
varia. No primeiro treino o número de golos foi igual de parte a parte,
no segundo perdemos por um golo e no passado domingo na Ínsua dos
Bentos, perdemos 3 golos”

De acordo com um artigo de
memorização elaborado pelo Dr. Mário Machado, publicado na “Voz
Desportiva” a 18 de Setembro de 1967, faz uma pequena menção à origem da
equipa de futebol da Académica que transcrevemos a seguir: “antes de
ser organizada a Associação Académica, havia a chamada Liga do Liceu,
formada e constituída por estudantes e alguns alunos da Escola Agrícola.
Ainda joguei, com o grupo que então capitaneava, o Progresso, de vida
efémera, no campo daquela escola, com o que veio a ser, mais tarde, um
notável cavaleiro tauromáquico, o célebre António Luís Lopes que tantas
horas de imensa glória trouxe aos redondéis portugueses e espanhóis”.
António Luís Lopes que no supracitado livro concluiu o Curso de Regente
Agrícola em 1910 e esteve na origem da primeira equipa de futebol da
Associação Académica de Coimbra.
No “Jornal de Coimbra” de 27
de Abril de 1912, podemos ler que os amantes do futebol eram, cada vez
mais, na Escola de Regentes Agrícola. O jornal noticiava que “os
alunos da Escola Nacional de Agricultura consideram o Ginásio, a
Associação Académica e o F.B. Vitória a irem aquela Escola, brevemente,
para a inauguração do excelente campo de jogos que possuem”. Tais
encontros sucederam-se e a partir de 1912, um campo de futebol existia
na instituição ao serviço do desporto. Este campo foi extinto no início
dos anos 90, para dar lugar ao campo mais apropriado para a prática do
rugby.
De acordo com a “Gazeta de
Coimbra” de 21 de Junho de 1914, o Campo de Futebol da Escola Agrícola,
foi palco de uma final “entre a Associação Académica, desta cidade, e
o Foot-ball Clube do Porto, para disputar a Taça Monteiro da Costa
(campeonato do norte de Portugal), de que era detentora a Associação
Académica de Coimbra”. Neste ano e pela primeira vez, esta
competição é disputada fora da cidade do Porto, cabendo à cidade de
Coimbra receber um dos torneios mais importantes que se realizavam em
Portugal. Na final a Académica perdeu a favor do Porto que ganhou por 3
bolas a 1.
No livro supracitado é
apresentado o artigo “Escola Nossa” da autoria de Albano da Câmara
Pimentel Homem de Mello que conclui o Curso na Escola de Regentes
Agrícolas em 1925. Nesse artigo, o autor menciona o “desafio mais
célebre que se tinha feito na Escola. Jogávamos com a Associação
Académica, no ano em que ela tinha sido finalista do Campeonato Nacional
[Campeonato de Portugal]. Consideraram-mo um dos melhores teams
portugueses. O desafio era decisivo para prestígio desportivo da nossa
Escola” No final do encontro registou-se um empate a uma bola.
Em Maio de 1927, os alunos da
Escola Nacional de Agricultura., além de realizarem aqueles concursos de
natação, introduziram uma nova modalidade – o Pólo Aquático. Sendo uma
modalidade que pela primeira vez, era praticada em Coimbra, teve o seu
destaque na “Voz Desportiva” e viria a ser fotografada pelos alunos da
Escola.
A partir da década de 10, o
futebol foi sempre uma modalidade praticada pelos alunos da Escola
Agrária. Em 1936 o jornal desportivo nacional “Stadium” publica uma foto
da equipa de futebol de Escola Superior Agrária de Coimbra e nos anos 60
também se joga futebol contra outras instituições agrárias.

No ano de 1969, a então Escola
de Regentes Agrícolas de Coimbra fundava a equipa de Rugby que competiu
nos Campeonatos Nacionais até ano de 1976, ano em que marcou uma paragem
na sua actividade. A equipa de rugby treinava e jogava no antigo campo
de futebol. Este interregno terminou quando em 1992 um grupo de alunos,
amantes da modalidade, relançou a equipa através da sua Associação de
Estudantes.
A 18 de Maio de 2002, o campo
da Escola Agrária acolhe pela primeira vez, um torneio organizado pela
secção de Basebol da Associação Académica de Coimbra.

O núcleo Equestre da
Associação de Estudantes da ESAC, formou-se em Maio de 2002, por
iniciativa de um grupo de alunos, cujo em comum tinham a confirmação
demarcada no Picadeiro da Escola Superior Agrária de Coimbra, com o
objectivo de dar apoio e dinamizar este sector da ESAC.
A 20 Março de 2006, surge o
Núcleo de Basebol aprovado pela Associação de Estudantes da Escola
Superior Agrária de Coimbra e a poder utilizar o campo de rugby para a
realização dos seus treinos.

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